Canil Golden Feet - Genética no Golden Retriever: por que fazer exames é apenas o começo
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Genética no Golden Retriever: por que fazer exames é apenas o começo

Quando uma família procura um filhote de Golden Retriever, uma das perguntas mais importantes é:

“Os pais fazem exames?”

Sim, isso importa muito. Mas existe outra pergunta que pouca gente faz:

“Como o criador decide que justamente aquele pai e aquela mãe são uma boa combinação?”

Porque dois cães podem apresentar bons resultados individualmente e, ainda assim, isso não significa automaticamente que sejam o melhor casal.

É por isso que, no Golden Feet, fazer exames é apenas o começo.

Não olhamos apenas para o pai e para a mãe

Antes de participar de um acasalamento, nossos cães passam por um protocolo de acompanhamento de saúde que considera diferentes áreas importantes para o Golden Retriever.

Isso inclui avaliações ortopédicas, cardíacas e oculares, investigação genética por DNA, saúde reprodutiva e acompanhamento veterinário.

Mas imagine a genética como um quebra-cabeça.

Cada exame entrega uma peça.

O raio-X conta uma parte da história. O coração conta outra. O DNA traz informações que não conseguimos enxergar olhando para o cachorro. E o histórico da família daquele cão pode revelar informações que não aparecem em um único exame.

O nosso trabalho é juntar essas peças antes de decidir um acasalamento.

O que descobrimos pelo DNA?

Hoje, apenas olhar para um Golden Retriever não consegue revelar tudo o que ele pode carregar geneticamente.

Por isso, utilizamos painéis de DNA que investigam mais de 200 doenças e características hereditárias.

Esses testes ajudam a identificar variantes genéticas que podem ser transmitidas aos filhotes.

Mas existe uma diferença importante entre fazer um teste genético e saber interpretar seu resultado.

Dependendo da forma como determinada condição é herdada, identificar um cão portador não significa necessariamente que ele seja doente ou que precise ser retirado de um programa de criação. Essa informação pode justamente ajudar na escolha de um parceiro geneticamente compatível, evitando combinações de risco para aquela condição.

Por isso, DNA não funciona simplesmente como “aprovado” ou “reprovado”.

DNA fornece informação para uma decisão.

E o que é COI?

Aqui entra uma informação que muitas famílias nunca ouviram falar.

O COI, ou Coeficiente de Endogamia, ajuda a avaliar o grau de parentesco genético existente entre os cães de um possível acasalamento.

Em termos simples, não queremos olhar apenas para:

“Esse macho é saudável?”

“Essa fêmea é saudável?”

Também queremos perguntar:

“Como esses dois cães combinam geneticamente entre si?”

O COI nos ajuda a responder uma parte dessa pergunta.

Quanto maior a proximidade genética entre os indivíduos, maior pode ser a chance de determinadas variantes herdadas de ancestrais em comum se encontrarem nos descendentes.

Mas o COI não é uma nota de qualidade e não determina sozinho se um acasalamento é bom ou ruim.

Ele é uma das informações que analisamos junto com exames, DNA, histórico familiar e outras ferramentas genéticas.

Genética não é simplesmente escolher dois bons cães. É estudar também a combinação entre eles.

A história não começa nessa geração

Quando analisamos um cão, não olhamos apenas para ele.

O que aconteceu com seus pais, avós e outras gerações também pode trazer informações importantes.

Por isso, o acompanhamento genético do Golden Feet não começou agora.

Há anos nossos acasalamentos são estudados geneticamente, e muitos dos reprodutores que temos hoje já nasceram de combinações planejadas com esse cuidado.

Isso significa que existe um histórico de seleção por trás dos cães que utilizamos atualmente.

Conforme a ciência evoluiu, incorporamos novas ferramentas ao processo, como painéis de DNA mais amplos, análise de COI e o EBV, Valor Genético Estimado.

O nome parece complicado, mas o conceito é mais simples.

Em vez de olhar somente para o resultado individual de um cão, o EBV acrescenta informações disponíveis sobre sua família para ajudar a estimar melhor aquilo que ele pode transmitir geneticamente.

No Golden Feet, todos os acasalamentos passam por análise genética com EBV, além das demais informações consideradas no planejamento da combinação.

Seleção genética não acontece em uma única ninhada. É construída geração após geração.

Uma decisão que não depende de uma única pessoa

Essa também é uma parte importante da forma como trabalhamos.

Não acreditamos que um criador precise tentar ser geneticista, cardiologista, veterinário e especialista em todas as áreas ao mesmo tempo.

Por isso, contamos com profissionais de diferentes especialidades.

O aconselhamento genético dos nossos acasalamentos é realizado pela Dra. Fabiana Michelsen de Andrade, bióloga e geneticista, MSc e PhD.

Na área veterinária, contamos com o acompanhamento da Dra. Evelyn Oliveira, médica-veterinária, que participa do cuidado e das avaliações de saúde dos nossos cães e filhotes.

Na área cardíaca, contamos com a Profa. M.V. Especializada Regina Lúcia Oliveira Costa, além do contato com médicos-veterinários de diferentes especialidades de acordo com cada necessidade.

Genética, cardiologia, ortopedia, reprodução, comportamento e medicina preventiva são áreas diferentes.

Nosso papel como criadores não é substituir esses profissionais. É reunir o conhecimento de cada área para tomar decisões melhores.

Então muitos exames garantem um filhote sem problemas?

Não.

E essa é uma informação importante para qualquer família que esteja pesquisando um Golden Retriever.

Genética e biologia não permitem prometer risco zero.

Fazer muitos exames também não adianta se os resultados forem tratados apenas como uma lista de “aprovado” e “reprovado”.

O que buscamos é diferente:

usar cada informação disponível para tentar reduzir riscos antes mesmo de uma ninhada existir.

A displasia coxofemoral é um bom exemplo. Não analisamos somente o resultado do pai e da mãe. Histórico familiar e EBV acrescentam informações importantes à seleção, porque se trata de uma condição complexa e multifatorial.

Por isso, quando uma família pergunta se os pais dos nossos filhotes fazem exames, a resposta é sim.

Mas a parte mais importante vem depois.

Queremos entender o que os exames, o DNA, o histórico familiar, o COI e o EBV nos dizem sobre aquele acasalamento.

A pergunta que vale fazer a qualquer criador

Se você está pesquisando um filhote, pergunte sobre os exames dos pais.

Mas faça também uma pergunta muito simples:

“Por que vocês escolheram justamente esse pai para essa mãe?”

Uma boa resposta deveria ir além da beleza dos dois cães.

Porque a criação de uma ninhada começa muito antes do nascimento dos filhotes.

No Golden Feet, acreditamos que cada geração deve ser resultado de tudo aquilo que conseguimos aprender com as gerações anteriores.

É assim que ciência deixa de ser apenas um exame no papel e passa a fazer parte das decisões de criação.

Referências científicas

Jardim, L. P. C. R.; Andrade, F. M.; Tyska, D. U.; Cobuci, J. A. (2025). Analysis of the Hip Status of Golden Retrievers in Brazil — A Study of Health and Genetic Improvement. Veterinary Sciences, 12(8), 746. DOI: 10.3390/vetsci12080746.

Golden Retriever Club of America. Health Screenings for the Parents of a Litter.

American Kennel Club. Golden Retriever DNA Tests.

Conheça o Canil Golden Feet

O Canil Golden Feet é especializado na criação responsável de Golden Retrievers e está localizado em Mairiporã, na Serra da Cantareira, em São Paulo.

Há mais de 12 anos, nosso trabalho é baseado em saúde preventiva, genética, desenvolvimento comportamental e acompanhamento das famílias.

Já são mais de 1.000 famílias Golden Feet no Brasil e no exterior.

Se você está pesquisando um Golden Retriever e quer entender melhor como funciona nosso processo de criação, conheça nossos filhotes e converse com as titias.


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