Canil Golden Feet - Displasia coxofemoral em Golden Retriever: o que é e como reduzir o risco
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Displasia coxofemoral em Golden Retriever: o que é e como reduzir o risco

A displasia coxofemoral é uma alteração no desenvolvimento da articulação do quadril e pode afetar cães de diferentes raças, especialmente as de médio e grande porte, como o Golden Retriever.

Ela é considerada uma condição multifatorial: existe influência genética, mas fatores ambientais, nutricionais, peso corporal e desenvolvimento durante o crescimento também podem interferir na forma como a doença se manifesta.

Por isso, quando falamos em redução de risco, é importante começar por uma informação essencial: nenhum criador responsável pode prometer risco zero de displasia. O que podemos fazer é trabalhar para reduzir esse risco por meio de seleção, acompanhamento e decisões baseadas em informação.

Por que o Golden Retriever pode desenvolver displasia?

A articulação coxofemoral é formada pelo encaixe entre a cabeça do fêmur e o acetábulo, localizado na pelve. Quando esse desenvolvimento não acontece adequadamente, pode existir instabilidade articular e, ao longo do tempo, alterações degenerativas.

No Golden Retriever, existe predisposição hereditária para a condição. Mas genética não é o único fator envolvido.

Durante o crescimento, aspectos como excesso de peso, alimentação inadequada e desenvolvimento corporal também podem influenciar a saúde das articulações.

É justamente essa combinação entre genética e ambiente que torna a displasia um assunto mais complexo do que simplesmente classificar um cão como “livre” ou “não livre”.

Pais livres de displasia podem ter filhotes com displasia?

Sim.

Esse é justamente um dos motivos pelos quais, no Golden Feet, não analisamos somente o raio-X do pai e da mãe.

Um reprodutor pode apresentar articulações dentro dos padrões de normalidade e ainda carregar predisposições herdadas de seus ancestrais.

O aconselhamento genético realizado para nossas ninhadas considera, portanto, não apenas os resultados dos reprodutores, mas também as informações disponíveis sobre sua família e gerações anteriores.

Ainda assim, risco zero não existe por se tratar de uma doença multifatorial.

É exatamente essa diferença que queremos que nossas famílias entendam: não trabalhamos com promessas. Trabalhamos para aumentar a quantidade de informação disponível antes de decidir um acasalamento.

Um trabalho de seleção construído ao longo de gerações

No Golden Feet, o cuidado com a displasia não começou na geração atual.

Há anos nossos acasalamentos contam com acompanhamento genético, e esse histórico faz diferença porque seleção genética é um trabalho construído ao longo das gerações.

Muitos dos nossos reprodutores atuais já são resultado desse trabalho de seleção realizado em gerações anteriores. Ou seja, quando estudamos uma nova combinação, não estamos começando a olhar para a displasia naquele momento: existe um histórico de decisões genéticas por trás daqueles cães.

Hoje, esse trabalho também incorpora ferramentas como o EBV, além da avaliação dos reprodutores e das informações disponíveis sobre seus ancestrais.

Em todos os acasalamentos Golden Feet, nossa geneticista avalia cada combinação, e nossos acasalamentos são classificados como de risco extremamente baixo para displasia coxofemoral.

Acompanhamento genético pode começar a qualquer momento. Histórico de seleção é construído geração após geração.

Por que o Golden Feet utiliza EBV?

Além das avaliações ortopédicas, utilizamos EBV (Estimated Breeding Value ou Valor Genético Estimado) como ferramenta de apoio à seleção.

O EBV permite ir além da avaliação individual do cão, incorporando informações disponíveis sobre o próprio animal e seus parentes para estimar seu mérito genético para determinada característica.

Isso importa porque dois cães podem ter bons resultados individuais e, ainda assim, não carregar exatamente o mesmo potencial genético para transmitir aquela característica às próximas gerações.

Em outras palavras: fazer o raio-X dos pais é fundamental. Mas acrescentar informações familiares e uma estimativa genética nos dá mais elementos para escolher um acasalamento do que olhar somente para os dois exames.

A ciência por trás do que fazemos

O aconselhamento genético do Golden Feet é realizado pela Dra. Fabiana Michelsen de Andrade, bióloga e geneticista, MSc, PhD e CRBio-03 110385, responsável pelas análises genéticas dos nossos acasalamentos.

E existe uma razão muito concreta para utilizarmos esse tipo de avaliação.

Em 2025, a própria Dra. Fabiana foi coautora de um estudo científico publicado na revista Veterinary Sciences sobre displasia coxofemoral e melhoramento genético em Golden Retrievers no Brasil.

A pesquisa analisou pedigree de 1.686 Golden Retrievers, com informações fenotípicas conhecidas de 951 cães, e estudou justamente a aplicação de Valores Genéticos Estimados, os EBVs, na seleção para saúde dos quadris.

Os autores apontam que a seleção baseada somente no resultado individual apresenta limitações e que a utilização de EBVs pode tornar a seleção genética mais eficiente para reduzir a prevalência da displasia ao longo das gerações.

É exatamente por isso que utilizamos essa ferramenta.

Se podemos escolher um acasalamento olhando apenas para o resultado dos pais ou podemos acrescentar informações genéticas e familiares à decisão, preferimos trabalhar com mais informação.

Esse cuidado não permite garantir que um filhote jamais desenvolverá displasia. Ele permite aumentar a quantidade de informações disponíveis para selecionar uma combinação geneticamente mais favorável antes mesmo de a ninhada existir.

E depois que o filhote nasce?

A genética é uma parte importante da redução de risco, mas a displasia é uma condição multifatorial. Isso significa que fatores relacionados ao desenvolvimento e ao ambiente também podem influenciar sua manifestação.

Por isso, o cuidado continua depois que o bebê chega à nova família.

Manter uma condição corporal adequada, oferecer alimentação compatível com a fase de crescimento e proporcionar atividades apropriadas para a idade fazem parte dos cuidados com a saúde articular.

Cada filhote também tem seu próprio desenvolvimento. Por isso, as orientações devem ser individualizadas e acompanhadas pelo médico-veterinário, sem transformar a rotina do Golden em uma lista de proibições.

Golden Retrievers precisam brincar, explorar, se movimentar e viver como Golden Retrievers.

Então é possível evitar completamente a displasia?

Não.

E desconfiamos justamente de promessas absolutas.

A displasia coxofemoral é uma condição complexa e multifatorial. Mesmo cães provenientes de pais com avaliações normais podem desenvolvê-la.

A diferença está em quanto foi feito antes daquele filhote nascer para tentar reduzir esse risco.

No Golden Feet, acreditamos que realizar os exames dos reprodutores é o começo, não o fim da análise.

Avaliação ortopédica, histórico familiar, aconselhamento genético e EBV acrescentam diferentes informações a uma decisão que terá impacto nas próximas gerações.

Para nós, criação responsável é isso: usar a ciência disponível para tomar decisões cada vez mais informadas.

Referência científica

Jardim, L. P. C. R.; Andrade, F. M.; Tyska, D. U.; Cobuci, J. A. (2025). Analysis of the Hip Status of Golden Retrievers in Brazil — A Study of Health and Genetic Improvement. Veterinary Sciences, 12(8), 746. DOI: 10.3390/vetsci12080746.

Conheça o Canil Golden Feet

O Canil Golden Feet é especializado na criação responsável de Golden Retrievers e está localizado em Mairiporã, na Serra da Cantareira, em São Paulo.

Há mais de 12 anos, nosso trabalho é baseado em saúde preventiva, genética, desenvolvimento comportamental e acompanhamento das famílias.

Já são mais de 1.000 famílias Golden Feet no Brasil e no exterior.

Se você está pesquisando um Golden Retriever e quer entender melhor como funciona nosso processo de criação, conheça nossos filhotes e converse com as titias.

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